(1944-2003)
Baiano de Jequié, filho de pai sírio e mãe sertaneja, Waly Salomão formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia [1967], mas nunca exerceu a profissão. Cursou a Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia em 1963|64 e estudou inglês na Columbia University, Nova York em 1974|75. Foi figura chave do movimento chamado de contracultura no Brasil a partir de 1970. Atuou na área cultural de forma diversificada:
- autor de 9 livros de prosa e poesia; e quatro reedições ampliadas
- organizador de publicações diversas no Brasil e participante de coletâneas nos EUA, no México, na Argentina, França, Espanha, Alemanha e em Portugal;
- colaborador de dezenas de jornais e revistas de longa e de curta duração;
- resenhista, autor de orelhas e contracapas de livros;
- como letrista, foi parceiro de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jards Macalé, João Bosco, Moraes Moreira, Lulu Santos, Adriana Calcanhoto, Frejat, Itamar Assunção, entre outros;
- diretor de produção e artístico de discos de Gal Costa, João Bosco, Jards Macalé e Cássia Eller;
- diretor de shows de Bethânia, Gal, Cássia;
- participou de vídeos e filmes com Ivan Cardoso, Ana Maria Magalhães, Carlos Nader, Marcello Dantas, Daniel Augusto, Ana Carolina;
- editor, professor, coordenador do carnaval da Bahia de 1988, presidente da Fundação Cultural Gregório de Matos, e outros;
- Secretário do Livro e da Leitura, do Ministério da Cultura, 2003.
Waly Salomão recebeu o Prêmio Alphonsus Guimaraens, da Biblioteca Nacional, 1996, com “Algaravias|Câmara de ecos” [poesia]; Prêmio Jabuti 1997 pelo mesmo livro; foi indicado para o Jabuti 1999, com “Lábia”; ganhou a Bolsa Vitae de arte - literatura 2002; indicado para o Prêmio Jabuti 2005, com “Pescados vivos” [poesia].
